quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Natasha.


Estou na mais densa escuridao, num abismo frio e sem fundo...Onde ecoa lentamente o sorriso dela.
Vou ter que secar meu leite porque tenho muita febre.
Tenho em minhas mãos amargas um vestido com o cheiro dela.
Deito na estrada do desespero para esperar que uma pata de lebre me traga ela de volta.
Quero tomar um remedio com o nome dela e que me deixe parir ela denovo.
Minha alma esta toda bordada com o brilho dos olhos dela...
Guardo no armario das memorias,um pote de ouro com ela dentro de um ovo.
Ela danca em minha pele e canta no meu peito.
Como sobreviver sem ela???
Existe algum jeito???

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Mama.

Rio,40º graus de febre poluem meu céu de Plath...
Um suicídio por dia.
A violência pesa no som.
Há ausência de sangue por toda a parte.
Há agulhas por toda parte.
Corte na carne,gengiva e genitalia.
Tudo se dilata com o sol,e eu sofro...
Meu dente dói!
As agulhas trazem os anestésicos.
As agulhas trazem linha,e suturam o mal da boca infernal.
Só comida fria?
Odeio a frieza!
Odeio a fraqueza!
Me enojam os analgésicos.
Lugar de escravo é no tronco,e calado!
Capsulas coloridas cortam a dor em dois umbilicais pedaços.
Quero dormir.
Quero comer.
Quero rir.
Quero cuspir.
Quero beber.
Meus nervos não são de aço,
mas como o seu Cristo,eu abro os meus braços.
Os românticos merecem morrer!
Nem doente eu descanso!
Sou uma maquina de magoas mortíferas.
O que devo fazer?
Esperar que o Papai Noel desça do céu com suas renas e treno para lavar a minha roupa suja...
Ou, devo orar a Jesus Cristo que me envie o Espirito Santo descalço,em forma de esferas?
Tudo isso é tão ridículo,
que eu até me sinto bem,por ser tão patética!
Minha mãe é um buraco negro.
Foi de la que eu vim,estava quase cega.
Eu a odeio tanto que pode-se dizer que eu a amo.
Sou poética!
Você mamãe querida,é uma víbora execravel!
Disso você precisa saber...
As Eríneas não ousarão te vingar,quando o teu maldito cadaver feder.
Tisifone ira comemorar,quando o seu sangue eu derramar.
Sua Cadela Vadia!
Antes de morrer eu hei de ver você se fuder.
Não vai adiantar  rezar.
Sua vaca doentia!
Não haverá ninguém para te salvar.
Na vala imunda, como você,seu corpo ira putrefazer!
Ahahahaha !!!
Sua Puta,vagabunda,assassina,desgraçada!!!
Quando a verdade eu contar,todos vão te apedrejar.
Não há Deus ou Diabo capaz de te perdoar.
Ninguém nunca amou você...Nem mesmo sua mãe...
E você sabe bem o porquê!
Mas eu sou a única que tenho coragem de te dizer.
O mundo ficara mais puro,quando sua alma no inferno apodrecer.
Eu vou cuspir no seu caixão,e depois vou dançar até o dia amanhecer.
Hehehehehehehe!!!











terça-feira, 3 de abril de 2012

Orestes.




Coincidência?!

Não, reincidência.
Cabelo mutilado.
Dente arrancado.
Penitência?!
Não,demência.
Quero um matricídio.
Quero um suicídio.
Aprendo com a dor...
Esqueço com o Amor.

terça-feira, 27 de março de 2012

Inquântico.







As formas conturbadas
Das palavras
Dos gestos
Dos traços estripados
Subvertem a inércia
tangem tortos
Átomos alterados
pela luz e o som
OPRIMIDOS
Escravos do movimento
ENCLAUSURADOS
em uma linha reta
Cavam buracos 
nos escaninhos
ilusórios do tempo
submersos na gravidade
Que grita
Que agride
Que agrava
Densidade
Que dói
Que dorme
Que dança
Improvabilidade
Que roí
Que rosna
Que avança
disforme 
debatendo-se no desespero
dos muros negros
dessa morte incerta.
                                                                                                                                                                               


sábado, 11 de fevereiro de 2012

Modernidade.

Sou objeto abjeto!
Mercadoria ...Quinquilharia!!!
Sou um numero incerto...
Uma antagônica alegoria.

Plastica!!! plastica!!! plastica!!!
Solidão, depressão,lipo aspiração...
Apatia,bulimia,anorexia axiomática.
Acxiii acxiii acxiii cancêr, Aids...
Rejeição ...Depilação!!!

Vida vazia e escrava das horas,
das vestes,das pestes,do Letes.
Estandarte das auroras!!!
Vitima da estupidez dos mestres.

Sou fra- g-men-t-a---da.
No meu mundo de orelhas de aço...
E olhos de vidro.
Por essas regras é que eu vivo...
Sendo incapaz de ler um livro.

Sou a montagem da remontagem
Tudo falso! Sem originalidade...
Sou mercadoria da modernidade.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Poema gelado.

Goteja um céu nórdico sob o teto...
Escorre pelas paredes,
__ apodrecendo a tinta__
até inundar o chão.
Os pés lentamente pressentem
 o diluvio das impresivibilidades.
Num despir paradoxal... esconde-se  num buraco estreito ...
Sem calça,casaco e camisa .
 (< 30ºC) atinge a posição fetal.
(Ah não se esqueça que os óculos traduzem o alfabeto indecifravel dos olhos.)
Tudo se dissolve em frio...
se estica numa fria corda de metal...
Em que o sol, ressentido ,
não ressoa nem reflete.
Impossível quebrar com esse silêncio as muralhas do tédio.
Melhor se consolar com o ócio dos ocasos,
que fazem arrepiar a medula assustada dos ossos.
Os copos se quebram, e rasgam os corpos 
que caem instantâneamente coagulados...
Por glóbulos vermelhos magoados
pelo tempo que insiste em se arrastar 
através do espaço vazio entre as coisas e as carnes.
O inverno nosso de cada dia,
continua a roer o assoalho ...
Lambe o pó pobre das palavras que mancham os ares.
O bom senso e a moral vão pra casa do caralho!!!
Vitimizado por uma vontade anêmica,
resfolegada de excessiva agonia.
Corta o caos e descasca os orbes, 
em noites atávicas,
que explodem lagrimas de luzes
 em sua doce hipotermia.



quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Apnéia noturna.

Ocaso de ócios...
De ódios em vícios diluídos.
Roendo os olhos coagulados...
Lambendo o sexo,na parede dos ouvidos.
Língua amanhecida de amarguras,
mandibulas mastigando  magoas 
e cuspindo  loucuras.
Insônias sonambulas entorpecendo...
Damas-da-noite.
No jardim onífero das tarântulas...
Soa o açoite.
Travesseiro desassossegado...
 Por penas e penumbras.
Quem vos tripula?
As angustias estão nos dedos,
nos dentes os medos...
A dor estrangula!
Quem nos tripula?
Ar noturno e frio...
Penetra o corpo vazio.
As dores não morrem ,
apenas dormem.
Consomem-se carne insone e cio.
Quem vos tripula?
Quem vos habita?
Quem manipula?
Abre de vez essa boca maldita!!!


terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Mônada.

Falo 
desse falo
como quem fala...
Como quem sofre
falência múltipla. 
Como quem funde,
como quem fura,
como quem fode!
Libido de bode...
Vê se pode?!
De fato, fico fadada 
a fusão felina
da feminilidade
de toda fêmea
VONTADE.

Serendip

Sou um enigma 
a procura de uma esfinge...
Que me devore!
                Sei de Solidões incomensuravéis ...
ébria solidão de frágeis astros.
Cem asas...
Sigo serpenteando minha orbita...
Mórbida.
Sacudo a calda...
Sinto o sangue frio e seco.
Poeira do cosmos...
Nossos rastros.
Coluna de ossos e aguas...
Remorsos e magoas!
Sigo a escuridão...
Abismo de profundas aguas...
Angustias que choro.
Cega sigo sozinha...Enigma.
Sou o som rasgado de ventre vivo!
Gravidade!
Sinto o frio calor de uma luz...
Me cego mais ainda de ilusão...
Pura,em carne esquecida,me apavoro!!!
Me reencontro...Esfinge.
__E logo...Me devoro!!!

sábado, 10 de dezembro de 2011

Renatasha

1 Ato - 1 Átomo - 1 Celula - 1 Átimo...
Membranas...Medula.
1 Falo - 1 Feto - 1 fato...
Copula...Afeto.
1 Foda - 1 Forma - 1  Foto ...
1 Formula  - 1 Link - 1 Laço...
1 Outro...Do outro...
Dentro do mesmo espaço.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Tempestade

Que vendavais alados te tornam tempestade?
Que pólos pálidos e opostos tu desnorteias?
Meridianos correm teus pés …
 e cortam te equador pela metade.
Pranteia ouro teu redemoinho de areias
Cego de um sol que a tormenta nunca clareia
Retinas de sereias laminas dilaceradas
 Escamas  podres de pedras rutiladas
Teus lábios trovejam rubis que gotejam baços
Teus raios rasgam astros de rastros mortos
Teus corpos nus de insonia golfam espaços
Aveludam vastos céus enegrecidos
Espasmos entre linhos de nuvens estratificadas
Mancham  horas azuis de ares corroídos
Voa vomitando cinzas de prata
Dragão que cospe diamantes de luz.